Minha vida
Oi, Sou Tina
Maria Christina de certidão
Tina de devoção
Tenho uma família linda que é o meu tesouro.
Eu com um anos de idade
Sou mãe, sou avó, sou tia, sou prima, sou madrinha, sou irmã, sou divorciada, sou viúva, sou amiga, sou amada, e a todos eu amo.
Nascida e criada na mesma casa onde moro, nasci no mesmo quarto que durmo hoje o médico só veio para cortar o umbigo umbilicalAmante de crianças, plantas e animais
Minha religião é espírita Kardecista.
Meus ídolos são: Michael Jackson e Tim Maia
Sou carioca, pois amo minha cidade...meu bairro Grajaú, o Largo do Verdan, do comércio, a pracinha Nobel, as brincadeiras de criança, das minhas crianças...da Praça Seans Pena...dos antigos cinemas...das praias, Botafogo, Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca, Recreio, à medida que ia crescendo aventurava-me a praias mais distantes.
Tenho uma doença chamada miastenia graves...luto com ela e ela luta comigo, até agora estamos empatadas, falarei dela muito aqui, como descobri, como lido com ela, altos e baixos...tratamento...dicas...o que quanto amadureci...a importância dos familiares e amigos com os portadores da MG como é conhecida por nós portadores. Enfim tentarei passar a minha vivência e minhas experiências com ela, um pouco da minha história de infância e adolescência.
Eu nasci numa família muito grande e bonita entre pai, mãe, irmãos, avô, tios e primos. Todos nós morávamos no mesmo terreno. Na casa da frente morava eu com meus pais e irmãos e onde moro até hoje, na casa do meio morava meu avô, ele construiu por cômodos interligados e todos com saídas independente, ele ocupava dois destes cômodos, uma pequena cozinha e um banheiro e o cômodo da frente ele deixou para as minhas primas como quarto, e na última casa era dos meus tios e primos, acho que meu primo dormia na casa com meus tios.
Éramos sete crianças e sempre nos consideramos irmãos. Os adultos sempre compartilhavam de nossas brincadeiras, minha mãe um pouco menos por problemas de saúde como úlcera e bronquite asmática.
A maioria de nós tínhamos apelidos, eu (Tina), minha prima Márcia (Filhinha, meu primo Roberto (Beco) e meu irmão Ricardo (Din
Vovô (patriarca da família), minha irmã Helena, eu e meu irmão Ricardo
Meu saudoso pai
Minha querida mãe
Tio Moacyr e tia Tereza (saudades)
Minha prima Graça, uma boneca segurando outra boneca
Meu primo Beco, minha prima Filhinha e o meu irmão
Eu, minha irmã Lúcia e minha irmã Heleba

Como eu disse antes todos os adultos compartilhavam de nossas brincadeiras e festas especiais. Aqui em casa trabalhava (o faz tudo), uma pessoa muito querida por todos e também pelos animais. Tínhamos um galo chamado Joaquim e o Kalú (como era chamado) aprecia à noite bêbado, e do portão gritava Joaquiiimmmmmm, e o Joaquim do galinheiro respondia cocorocóooo, tínhamos também um cachorro chamado Quinho, de vez em quando o Quinho sumia e aparecia no dia seguinte com o Kalú e ele morava na Tijuca e tinha que pegar ônibus, não sei como ele fazia para esconder o Quinho dentro do ônibus. Aliás esse cachorro era engraçado, ele tinha ciúmes da nossa pomba Ritinha, qualquer pessoa que pegasse na pomba ele mordia e só mordia por isso. Mas voltando ao Kalú, quando chegava no início do mês de dezembro essa casa fica um alvoroço só, ele começava fazer a faxina desde o início do mês, pois a casa é grande. Ele raspava o chão de taco com uma palhinha de aço, depois passava querosene e depois a cera e encerava também as lajotas do muro da casa, ela ficava um brinco, mas brigava também com a gente se sujasse. Infelizmente Kalú morreu de cirrose hepática., ficamos todos muito tristes e até porque foi enterrado como indigente por não ter documentos.
O meu avô tinha o hábito de todo início de ano comprar um peru e ir alimentando o ano inteiro e nós crianças brincando com o bichinho o ano inteiro pra no final do ano ver meu avô dar cachaça para o bicho (dizem que amacia) e cortar a cabeça do bichinho e vê-lo à mesa de natal pata comermos, comíamos assim mesmo, mas quando nos entendemos por gente pedimos que parasse de fazer isso e ele por sua vez entendeu e a partir daí passou a comprar pernil e assar na padaria. Ele também ficava encarregado das bebidas e para as crianças ele preparava um suco com vinho, açúcar e soda. Vovô também era muito habilidoso com carpintaria, ele fez uma árvore de natal de madeira que era desmontável e que ia do chão até o teto e quem ficava na incumbência de ornamentar a árvore era o meu pai e ele fazia isso magistralmente, ficava linda e ainda embrulhava caixinhas de fósforo para presente com dinheirinho dentro para todas as crianças que participavam da ceia. Nos tetos ele colocava guirlandas verdes como se fossem pernas de aranha e ficava bonito. Minha tia Tereza (coitada) é que fazia toda as guloseimas e olha que meu avô era exigente gostava da mesa farta e até porque meus tios (irmãos do meu pai) vinham sempre passar o natal aqui, mas a tia fazia com todo o carinho dela pois gostava de ver o brilho nos nossos olhos e nós fazíamos apresentações natalinas, normalmente o Dinho era o José, a Filhinha Maria e um bonecão era o menino Jesus.

Ao fundo está meu tio Moacyr com a Graça no colo, tia Tereza coma Filhinha, do lado o padrinho da Filhinha Zequinha, minha irmã Helena e meu tio Claudio e que está dormindo e minha irmã Lúcia.
E a nossa vida era assim uma festa, brincávamos muito no quintal e brigávamos muito também como qualquer outra criança saudável de nossa idade, mas posso posso dizer que não somos marcados por cicatrizes por que Deus não quis. Nós brincávamos muito de bola de gude com os meninos, pique esconde e eles também brincavam de miss com a gente. As vezes a brincadeira era dividir território e nós pegávamos sem meu avô saber as ferramentas dele e numa dessa que brincávamos de marcar território eu e meu primo Beco nos desentendemos e ele enfiou a machadinha na minha cabeça, fiquei tontinha e sangrou, minha tia bateu nele, mas quem disse que íamos para hospital, o nosso médico era o vovô. Teve uma outra vez que eu quebrei um vidro de shampoo no banheiro e ao invés de tirar os cacos de vidro, eu os varri para o cantinho entro box e a banheira, e o meu irmão tinha mania que todas as vezes que ia tomar banho se pendurava no pau da cortina do box balançava e gritava Tarzan badolooo e pulava igual ao desenho do Tarzan, mas desta vez ao descer ele desceu e o pé esquerdo foi direto nos cacos e aí o oooooooooo foi verdadeiro só que de dor pois um dos cacos ficou preso no preso no pé e aí meu avô veio correndo o pegou o Dinho pelo no colo levou até a área amarrou um pano na perna dele para parar de sangrar tirou o caco fez um senhor curativo com esparadrapo e conseguiu estancar o sangue, e olha que abriu um beiço enorme no pé do meu irmão (ele tem a marca até hoje), o machucado já estava quase fechando quando meu irmão dormindo bateu com pé na parede e aí não teve jeito tiveram que correr com ele para o hospital porque estava sangrando muito e aí levou pontos, não lembro se descobriram que foi eu, acho que não.
A outra vez um cachorro nosso que estava comendo e meu irmão cismou de ir comer a comida dele, o cachorro deu-lhe uma dentada que quase tirou a orelha dele fora, o meu avô fez o curativo com o esparadrapo e com o tempo conseguiu colar a orelha do meu irmão e com o tempo conseguiu colar a orelha do meu irmão sem ter que ir para o hospital. Eu acho que a maior vítima aqui em casa foi o meu irmão, a nossa amiga de rua Solange Cabral um dia apareceu aqui com uma brincadeira, tipo colocar os braços pra trás por entre as pernas que ela iria puxar e a pessoa daria uma cambalhota sem bater no chão e Dinho foi o primeiro, não deu outra, foi direto com a cabeça no chão e com isso abriu a testa, lá foi o vovô médico fazer curativo.
Aí está meu irmão com a testa quebrada
Vou abrir uma pausa para falar um pouco deste meu avô. Ele na realidade era tio da minha mãe pois o pai da mamãe, irmão dele, brigou com minha avó Antônia (que por sinal nós gostávamos muito dela) e deixou minha vó desamparada, este meu tio avô na realidade pegou minha mãe e meu tio Moacyr e os trouxe pra cá, e ele junto com minha bisavó Joana criaram minha mãe e meu tio, minha mãe teve um tempo que foi morar na casa do pai dela que na época estava com a vovó Noêmia, digo vó porque ela tratou minha mãe e nos tratava com muito carinho e nós crescemos chamando de vó Noêmia. Mas a ida da minha mãe pra casa do pai não deu certo por causa dele ela e retornou pra casa do tio
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